quinta-feira, 9 de junho de 2011
terça-feira, 7 de junho de 2011
Interceder é querer o querer de Deus, diz Papa
ROMA, quarta-feira, 1º de junho de 2011 (ZENIT.org) – Orar é amar o que Deus ama. E quem intercede, “desejando o desejo de Deus, entra sempre mais profundamente no conhecimento do Senhor e da sua misericórdia e se torna capaz de um amor que chega até o dom total de si mesmo”.
Esta foi a meditação que o Papa compartilhou na audiência geral de hoje, acerca da oração, desta vez falando sobre a passagem do Livro do Êxodo em que o povo de Israel trai o Deus que o livrou do Egito, construindo um bezerro de ouro para adorar.
Com a ameaça do castigo, explicou o Papa, Deus leva Moisés a interceder pelos israelitas, para poder perdoá-lo e, assim, levar a cumprimento a obra de salvação e manifestar sua verdadeira realidade aos homens.
“A oração de intercessão torna operativa, dessa maneira, a misericórdia divina, que encontra sua voz na súplica de quem reza e se torna presente através dele onde há necessidade de salvação.”
A salvação de Deus envolve misericórdia, afirmou o Papa, mas “sempre denuncia a verdade do pecado, do mal que existe, para que, assim, o pecador, reconhecendo e rejeitando o próprio mal, possa se deixar perdoar e transformar por Deus”.
A intercessão de Moisés “não desculpa o pecado do seu povo, não enumera supostos méritos nem do povo nem seus, mas apela à gratuidade de Deus: um Deus livre, totalmente amor, que não cessa de buscar quem se afasta, que permanece sempre fiel a si mesmo e que oferece ao pecador a possibilidade de voltar a Ele e converter-se, com o perdão, em justo e capaz de ser fiel”.
Em resumo, Moisés pede a Deus “que se mostre mais forte que o pecado e que a morte e, com sua oração, provoca esta revelação divina”.
Doação de si mesmo
Em referência à expressão que Moisés utiliza para interceder pelo povo – “Mas agora perdoa-lhes o pecado; senão, risca-me do livro que escreveste” -, o Santo Padre explicou que nela “os Padres da Igreja viram uma prefiguração de Cristo, que, no alto da cruz, realmente está diante de Deus, não só como amigo, mas como Filho”.
Jesus, na cruz, não só se oferece – “risca-me” -, mas, “com seu coração atravessado, faz-se ‘riscar’”; “sua intercessão não é só solidariedade, mas se identifica conosco; Ele nos carrega em seu corpo. E assim, toda a existência do homem e do Filho é o grito ao coração de Deus, é perdão, mas um perdão que transforma e renova”.
Por isso, o Pontífice convidou os presentes a acreditarem que “Cristo está diante do rosto de Deus e reza por mim. Sua oração na cruz é contemporânea a todos os homens, contemporânea a mim: Ele reza por mim, sofreu e sofre por mim, identificou-se comigo, tomando nosso corpo e a alma humana”.
“Do alto cume da cruz, Ele não trouxe novas leis, tábuas de pedra, mas trouxe a si mesmo, seu corpo e seu sangue, como nova aliança. Assim, torna-nos consanguíneos a Ele, um corpo com Ele, identificados com Ele.”
Jesus nos convida “a entrar nessa identificação, a estar unidos a Ele em nosso desejo de ser um corpo, um espírito com Ele. Oremos ao Senhor para que esta identificação nos transforme, nos renove, porque o perdão é renovação e transformação”.
Matrimônio e Virgindade Consagrada
Matrimônio e Virgindade
A virgindade e o celibato pelo Reino de Deus não só não contradizem a dignidade do matrimónio, mas a pressupõem e confirmam. O matrimónio e a virgindade são os dois modos de exprimir e de viver o único Mistério da Aliança de Deus com o seu povo. Quando não se tem apreço pelo matrimónio, não tem lugar a virgindade consagrada; quando a sexualidade humana não é considerada um grande valor dado pelo Criador, perde significado a renúncia pelo Reino dos Céus.
De modo muito justo diz S. João Crisóstomo: «Quem condena o matrimônio, priva a virgindade da sua glória; pelo contrário, quem o louva, torna a virgindade mais admirável e esplendente. O que parece um bem apenas quando comparado ao mal, não é pois um grande bem; mas o que é melhor do que aquilo que todos consideram bom, é certamente um bem em grau superlativo».
Na virgindade o homem está inclusive corporalmente em atitude de espera, pelas núpcias escatológicas de Cristo com a Igreja, dando-se integralmente à Igreja na esperança de que Cristo se lhe doe na plena verdade da vida eterna. A pessoa virgem antecipa assim na sua carne o mundo novo da ressurreição futura.
Por força deste testemunho, a virgindade mantém viva na Igreja a consciência do mistério do matrimónio e defende-o de todo o desvio e de todo o empobrecimento.
Tornando livre de um modo especial o coração humano, «de forma a inebriá-lo muito mais de caridade para com Deus e para com todos os homens», a virgindade testemunha que o Reino de Deus e a sua justiça são aquela pérola preciosa que é preferida a qualquer outro valor, mesmo que seja grande, e, mais ainda, é procurada como o único valor definitivo.”
Trechos da Exortação Apostólica Familiaris Consortio do Papa João Paulo II.
Fonte: www.vatican.va
Papa celebrará Missa de Pentecostes na Basílica Vaticana
Da Redação, com Boletim da Santa Sé (Tradução: equipe CN Notícias)
O Papa Bento XVI celebrará a Missa do Domingo de Pentecostes na Basílica Vaticana
Neste domingo, 12, o Papa Bento XVI celebrará a Santa Missa do Domingo de Pentecostes, na Basílica Vaticana às 9h30 (horário de Roma, 4h30 horário de Brasília).
A Missa presidida pelo Santo Padre será transmitida ao vivo pela TV Canção Nova.
O nome Pentecostes, que significa "50º dia", é celebrado sete semanas depois da Páscoa. No primeiro Pentecostes, depois da morte, ressureição e ascensão de Jesus, o Espírito Santo desceu sobre a comunidade cristã de Jerusalém na forma de línguas de fogo; todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas (At 2,1-4).
O Papa ressaltou na Missa de Pentecostes de 2005, que como os discípulos no Cenáculo, os cristãos hoje são chamados a anunciar a Boa Nova inspirados pela ação do Espírito Santo.
“A Igreja deve sempre o que já é: deve abrir as fronteiras entre os povos e derrubar as barreiras entre classes sociais e raças. Nela não podem existir esquecidos, nem desprezados. Vento e fogo do Espírito Santo devem quebrar essas barreiras que nós, homens, continuamente erguemos entre nós. Devemos sempre passar da Babel, isso é do fechamento em nós mesmos, para o Pentecostes”, salientou Bento XVI.
Para o Pontífice é dever da Iigreja “comunicar incessantemente” o amor divino, “graças a ação do Espírito Santo”. Cada cristão deve se tornar missionário, pois, como explica o Papa, cada batizado é chamado a anunciar o Evangelho a todos. Este não é algo facultativo, mas é a vocação do Povo de Deus.
“O anúncio e o testemunho do Evangelho são os primeiros serviços que os cristãos podem realizar à cada pessoa e a todos. Os cristãos são chamados a comunicar a todos o amor de Deus que se manifesta em plenitude no único Redentor do mundo, Jesus Cristo”, enfatizou o Papa, na audiência da Convenção do 40º Decreto “Ad Gentes”, em 2006.
A Missa presidida pelo Santo Padre será transmitida ao vivo pela TV Canção Nova.
O nome Pentecostes, que significa "50º dia", é celebrado sete semanas depois da Páscoa. No primeiro Pentecostes, depois da morte, ressureição e ascensão de Jesus, o Espírito Santo desceu sobre a comunidade cristã de Jerusalém na forma de línguas de fogo; todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas (At 2,1-4).
O Papa ressaltou na Missa de Pentecostes de 2005, que como os discípulos no Cenáculo, os cristãos hoje são chamados a anunciar a Boa Nova inspirados pela ação do Espírito Santo.
“A Igreja deve sempre o que já é: deve abrir as fronteiras entre os povos e derrubar as barreiras entre classes sociais e raças. Nela não podem existir esquecidos, nem desprezados. Vento e fogo do Espírito Santo devem quebrar essas barreiras que nós, homens, continuamente erguemos entre nós. Devemos sempre passar da Babel, isso é do fechamento em nós mesmos, para o Pentecostes”, salientou Bento XVI.
Para o Pontífice é dever da Iigreja “comunicar incessantemente” o amor divino, “graças a ação do Espírito Santo”. Cada cristão deve se tornar missionário, pois, como explica o Papa, cada batizado é chamado a anunciar o Evangelho a todos. Este não é algo facultativo, mas é a vocação do Povo de Deus.
“O anúncio e o testemunho do Evangelho são os primeiros serviços que os cristãos podem realizar à cada pessoa e a todos. Os cristãos são chamados a comunicar a todos o amor de Deus que se manifesta em plenitude no único Redentor do mundo, Jesus Cristo”, enfatizou o Papa, na audiência da Convenção do 40º Decreto “Ad Gentes”, em 2006.
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